Gabriela TavaresRegional

Amazônia Legal apresenta queda de 41% no desmatamento em agosto em comparação ao ano passado

Apesar de ser a menor destruição na área desde 2017 e mesmo com a redução, a região afetada corresponde a mais de 1,2 mil campos de futebol.

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GABRIELA TAVARES – O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) divulgou uma pesquisa revelando que o desmatamento na Amazônia Legal manifestou queda de 41% no mês de agosto deste ano. A análise está relacionada ao mesmo período do ano passado, representando 388 km² de floresta.

De acordo com o estudo, o desmatamento ainda corresponde à perda de mais de 1,2 mil campos de futebol de vegetação por dia. Mesmo assim, é o menor resultado registrado desde 2017. Além disso, a desflorestação continua expandindo no estado do Acre.

O Sistema de Alerta do Desmatamento (SAD) do Imazon indica que, no aglomerado de janeiro a agosto de 2025, houve uma diminuição de 20% em comparação a 2024. Entretanto, a Amazônia perdeu 2.014 km² de floresta nos oito primeiros meses de 2025. Os maiores números continuam sendo de 2021 e 2022, quando os valores atingiram recordes.

Manoela Athaide, pesquisadora do SAD, analisa que a queda do desmatamento em agosto de 2025 deve ser celebrada. A especialista afirma que a diminuição reduz a emissão de gases de efeito estufa, além de preservar a biodiversidade e contribuir para a proteção de recursos hídricos.

“No entanto, ainda há perda da floresta, e o grande desafio é transformar essa diminuição em uma tendência permanente, e não apenas em uma oscilação momentânea”, destaca a pesquisadora.

A estudiosa comentou ainda o que justifica a queda no desmatamento, sendo estes fatores naturais e climáticos que influenciam na dinâmica da floresta. Segundo a pesquisadora, o cenário indica que, quando bem direcionadas e mantidas de forma consistente, as ações de proteção da mata podem trazer efeitos positivos ao longo dos meses.

Manoela esclarece o que ainda pode ser feito daqui para frente para que o desmatamento continue diminuindo. “ É necessário fortalecer as fiscalizações ambientais, ampliar o monitoramento, combater a grilagem e as queimadas ilegais, além de promover alternativas econômicas sustentáveis para comunidades locais”.

O estudo mostra que os estados do Acre (26%), do Amazonas (26%) e do Pará (23%) equivalem a 75% de toda a área desmatada na Amazônia no mês de agosto de 2025. O Acre se ressalta de forma negativa, contendo quatro municípios dentre os dez mais desmatados e é o que mais perdeu cobertura vegetal no mês.

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