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Netanyahu pede perdão presidencial durante julgamento por acusações de corrupção

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, está respondendo por três processos distintos, aos quais afirma estarem prejudicando a capacidade de governar

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GABRIElA TAVARES – O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou neste domingo, 30, um pedido formal de perdão ao presidente de Israel, Isaac Herzog. A razão do ato é uma tentativa de encerrar os processos de corrupção que acompanham Netanyahu há mais de cinco anos.

O gabinete do primeiro-ministro publicou um comunicado oficializando o pedido de perdão presidencial ao departamento jurídico do Gabinete da Presidência. O argumento usado por Netanyahu afirma que os processos criminais estão prejudicando a capacidade do premiê de governar. Desta forma, o perdão de Herzog serviria aos interesses do povo israelense.

No pedido, Netanyahu nega as acusações de suborno, fraude e quebra de confiança. Os advogados do primeiro-ministro anunciaram acreditar que o processo judicial irá resultar em uma absolvição total.

O gabinete da presidência considerou o pedido como “extraordinário” e comunicou que o presidente apenas tomará uma decisão após analisar os pareceres necessários. A solicitação do perdão presidencial foi apresentada em um momento político sensível, uma vez que o ano eleitoral se aproxima e há forte pressão do presidente estadunidense, Donald Trump.

Em um vídeo publicado pelo partido político de Netanyahu, o Likud, o primeiro-ministro alega que o julgamento dividiu o país e que o perdão do presidente Herzog ajudaria a restaurar o país. Netanyahu afirmou ainda que frequentar o tribunal três vezes por semana gerava distrações e dificultava sua função.

“Meus advogados enviaram hoje um pedido de perdão ao presidente do país. Espero que qualquer pessoa que deseje o bem do país apoie esta medida”, ressaltou o primeiro-ministro no vídeo.

Junto ao pedido de perdão foram incluídos dois documentos, uma carta assinada pelo advogado de Netanyahu e outra assinada por ele próprio. Tudo será enviado ao Ministério da Justiça para análise e só então será encaminhada ao assessor jurídico da Presidência.

O líder da oposição israelense, Yair Lapid, exige que Netanyahu se auto declare culpado. Lapid pede ainda que o primeiro-ministro expresse arrependimento e se retire imediatamente da gestão política de Israel para então ter o perdão presidencial.

Benjamin Netanyahu é o único primeiro-ministro, ainda em exercício de seu cargo, na história israelense a ir a julgamento. Em três processos distintos é acusado por fraude, quebra de confiança e recebimento de propina, onde teria trocado favores com apoiadores políticos. Não houve condenação em nenhum dos casos ainda.

*Com informações do G1 e da CNN (foto: Ohad Zwigenberg/AP)

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