Corpos de mergulhadores italianos são resgatados nas Maldivas; como foi a morte trágica em exploração de cavernas

Os corpos dos cinco italianos que morreram em um acidente de mergulho nas Maldivas foram resgatados, informou nesta segunda-feira (18/05) o Ministério das Relações Exteriores da Itália à BBC.
Um dos corpos já havia sido resgatado na semana passada.
“Acredita-se que os mergulhadores morreram enquanto tentavam explorar cavernas a uma profundidade de 50 metros”, disse o ministério, acrescentando que o acidente ocorreu no atol de Vaavu.
Quatro dos mergulhadores faziam parte de uma equipe da Universidade de Gênova: a professora de ecologia Monica Montefalcone, sua filha e outros dois pesquisadores.
Um mergulhador da equipe de resgate morreu enquanto procurava pelos corpos do grupo de italianos. O sargento Mohamed Mahdhee foi levado ao hospital em estado crítico e não resistiu aos ferimentos, disse um porta-voz do governo à BBC no sábado.
Os militares informaram que mergulhadores com equipamentos especiais foram enviados para a área, no que descreveu como uma operação de busca de altíssimo risco.
“Oito mergulhadores de resgate entraram na água hoje. Quando eles emergiram, perceberam que o Sr. Mahdhee não havia subido”, disse um porta-voz do governo das Maldivas, à BBC.
Os outros mergulhadores imediatamente entraram na água novamente e descobriram que Mahdhee havia desmaiado. O Ministério das Relações Exteriores italiano informou em um comunicado que outros 20 cidadãos italianos a bordo do iate Duke of York — do qual partiram os cinco mergulhadores mortos — não estão feridos e recebem assistência da Embaixada da Itália em Colombo, Sri Lanka.
Este pode ser o pior acidente de mergulho registrado na pequena nação do Oceano Índico, um destino turístico popular devido à sua cadeia de ilhas de coral.
Segundo informaram meios de comunicação locais, os cinco italianos entraram na água na manhã de quinta-feira (14/5).
A tripulação da embarcação na qual viajavam os registrou como desaparecidos quando eles não retornaram à superfície mais tarde.
A polícia apontou que o clima era adverso na região, localizada a cerca de 100 km ao sul da capital, Malé, razão pela qual foi emitido um alerta amarelo para embarcações de passageiros e pescadores.



