19 de agosto: Dia Mundial da Fotografia, a data que recorda lembranças e histórias
Fotógrafos relembra sua jornada com o meio da fotografia e divagam sobre conexão com os retratos

POR GABRIELA TAVARES – No dia 19 de agosto, próxima sexta-feira, será celebrado o Dia Mundial da Fotografia. A foto, inovação do século XIX, é vista como símbolo de cultura, revolução e história, e está presente há décadas no nosso dia a dia.
Responsável por captar momentos únicos e preservá-los no tempo, a fotografia carrega o olhar sensível e técnico dos profissionais que descobrem o mundo por meio de suas lentes objetivas.
A data comemorativa foi escolhida em 1839, quando a Academia Francesa de Ciências divulgou a criação do daguerreótipo – procedimento desenvolvido por Louis Jacques Mandé Daguerre, pintor, físico e inventor francês.
Wilton Martins, fotógrafo, professor de fotografia e curador da exposição fotográfica “Um Sonho em Movimento” (2018), é um dos que compartilha a paixão que sente pelos retratos e o que essa forma de arte representa.
“ A fotografia significa um meio de expressão, de comunicar algo. Principalmente, ela significa uma maneira de conhecer pessoas, conhecer lugares, de me conectar com outras pessoas, outras realidades, e de contar histórias”, comenta Martins.

Ele afirma ter a fotografia presente desde muito cedo, tendo o primeiro contato com uma câmera durante a infância, dada de presente por sua mãe, onde fazia registros de familiares e viagens. O fotógrafo garante ter visto na fotografia uma possibilidade de trabalhar com algo que lhe fizesse sentido.
“Em 92, eu fui trabalhar num laboratório de fotografia que tinha no centro de Fortaleza e nesse laboratório eu passei a trabalhar como técnico de laboratório, era laboratorista de revelar fotos, ainda no analógico, enfim. E aí eu comecei a trabalhar profissionalmente com a fotografia, me especializando como fotógrafo. Então, a partir de 92, final de 92, a fotografia entra na minha vida de forma profissional e tem sido presente desde esse tempo, todo dia, de uma maneira ou de outra, a fotografia está presente na minha vida”, declarou.
O amante por retratos vê a fotografia como um encontro dele próprio junto aquilo que lhe está diante das lentes de sua câmera fotográfica. “O que eu busco, e nem sempre consigo fazer, é me dedicar ao máximo a ter uma relação mais sincera com aquilo que estou fotografando, com quem estou fotografando, para conseguir transmitir o máximo daquele momento”, severou o profissional.
Outro grande nome dessa arte é Jari Vieira, fotógrafo, professor e documentarista Ele realiza pesquisa documental e etnográfica sobre a região do Cariri e Nordeste desde 2002, produzindo exposições e desenvolvendo projetos ligados à fotografia, como o projeto “Pau de Arara”.
Hoje, Jari relembra aspectos da fotografia que o conquistaram.

“Eu não costumo mensurar, delimitar, o tipo de fotografia que mais me encanta. Eu gosto de fotografia de pessoas, de paisagens, de documentário. Eu costumo dizer que eu gosto da fotografia em si. Do ato de registrar, de escrever com a luz, de guardar aquele momento através do click da câmera”, afirma.
O fotógrafo analisou o que mudou na forma de fotografar com o avanço da tecnologia. “De um ponto de vista geral, o olhar fotográfico continua o mesmo, a percepção continua a mesma, o mudou foi o número de fotos e a frequência com que eu tiro fotos se tornou maior, porque o acesso se tornou mais fácil através de câmeras digitais e a do celular”.

“Enxergar o mundo como fotógrafo é você perceber mais, prestar mais atenção nas coisas, olhar devagar, ter uma percepção mais apurada. Essa é a forma do olhar fotográfico, é um olhar cuidadoso, isso que muda a forma como eu vivo o cotidiano. Eu tento enxergar as coisas por um ângulo diferente, por vários ângulos”, concluiu o artista.
* Fotos: Wilton Martins e Jari Vieira



